02 dezembro 2010
06 novembro 2010
Configurações SIP no Nokia N8 (em inglês):
http://goo.gl/cjrgy
Isto é necessário pois o N8 não vem com o frontend necessário para a configuração do perfil de telefone de internet.
Mas instalando o programa acima e configurando corretamente, funciona.
http://goo.gl/cjrgy
Isto é necessário pois o N8 não vem com o frontend necessário para a configuração do perfil de telefone de internet.
Mas instalando o programa acima e configurando corretamente, funciona.
24 dezembro 2009
24 agosto 2009
Nova versão de firmware para o E51 da Nokia: 400.34.011 Segundo o site http://europe.nokia.com/get-support-and-software/download-software/device-software-update/news, as mudanças são estas (em ingles): "This software release brings improvements and increased stability in Mail for Exchange, SMS reception improvements and stability and usability improvements for VoIP and WLAN. The release also includes robustness improvements when pressing the Home key."
Vou instalar no meu e ver como se comporta a bateria, pois uso o fring o dia todo e não há bateria que aguente...
Vou instalar no meu e ver como se comporta a bateria, pois uso o fring o dia todo e não há bateria que aguente...
05 junho 2009
Novidade: A Nokia lançou recentemente o programa Nokia Guru, iniciativa bem legal que promete aproximar mais ainda a fabricante finlandesa do seus consumidores ao criar a figura do Guru, um consumidor normal que pode contribuir na construção de soluções para a comunidade dos usuários.
Isto normalmente já ocorre nos fóruns, blogs, etc. onde se encontram os problemas e respectivas respostas, mas a iniciativa inovou ao acompanhar mais de perto estas soluções, ao avaliar as respostas dadas pelos Gurus, criando assim uma comunidade mais engajada em apresentar os produtos e soluções da empresa.
Esta iniciativa está vinculada a outra maior, que é a Nokia Social Midia, que procura aproximar os usuários entre si, com troca de experiências, comentários e idéias sobre os aparelhos e serviços.
Mais informações:
Nokia Guru
http://www.nokiaguru.com.br/nokiaguru/
Nokia Social Midia
http://www.nokia.com.br/A41539246
Isto normalmente já ocorre nos fóruns, blogs, etc. onde se encontram os problemas e respectivas respostas, mas a iniciativa inovou ao acompanhar mais de perto estas soluções, ao avaliar as respostas dadas pelos Gurus, criando assim uma comunidade mais engajada em apresentar os produtos e soluções da empresa.
Esta iniciativa está vinculada a outra maior, que é a Nokia Social Midia, que procura aproximar os usuários entre si, com troca de experiências, comentários e idéias sobre os aparelhos e serviços.
Mais informações:
Nokia Guru
http://www.nokiaguru.com.br/nokiaguru/
Nokia Social Midia
http://www.nokia.com.br/A41539246
29 agosto 2006
Música para todos ?
Algo está mudando no mundo das grande gravadoras de música. Antes elas dominavam o pedaço com seus discos de vinil; depois, com a era do K7, puseram a boca no trombone dizendo que estavam irremediavelmente arruinadas, que qualquer um poderia copiar seus discos e nunca mais comprar-los. Os K7 nunca derrubaram as vendas de discos e a indústria fonográfica sobreviveu.
Veio a era dos compact discs e a indústria sorria de orelha a orelha, pois era um formato praticamente impossível de copiar no início, pois quem tinha 650 Mbytes sobrando ? Deixou de ser impossível. Veio um tal de PC, que conseguia copiar ipsis literis o CD, com algum esforço. Novamente as gravadoras começaram a chorar sobre o leite derramado, falando que aquilo era insustentável, enfim, que não conseguiriam sobreviver assim. Mas sobreviveram.
Finalmente, com a era do MP3 e do antigo Napster, parecia que realmente o modelo comercial das gravadoras havia chegado a um impasse: ou acionavam na justiça todos que achavam que eram piratas ou morriam. Mesmo perante o óbvio de que o consumidor havia mudado em função das novas tecnologias, a maioria das gravadoras ainda apegava-se ao velho modelo.
Mas havia um terceiro caminho, apontado por centenas de especialistas como sendo a salvação: desmembrar o velho mercado no qual se compravam pacotes fechados de música e permitir ao consumidor final a escolha livre do que e quando comprar conteúdo.
A Apple fez disso com um sucesso estrondoso, não preciso repetir aqui a história do iPod e da iTunes music store. Outras tentaram, algumas com relativo sucesso, outras empresas nem tanto.
Agora, lendo no aqui Boing Boing e aqui na Wired, vejo que um novo serviço chamado SpiralFrog vai tentar fazer algo impensável a algum tempo atrás: permitir downloads grátis de músicas protegidas pelo DRM PlaysforSure, da Microsoft, obrigando o usuário do serviço a logar-se pelo menos uma vez por mês e ver propaganda para que suas músicas continuem tocando.
Mas já havia lido alguns dias atrás, no Engadget, que o programa FairUse4WM permite "exportar" músicas protegidas legalmente adquiridas para outros ambientes e players, sem o DRM.
Juntando dois mais dois, chego a mesmíssima conclusão que todos: então, vai ser música para todos, sem custo ? Ou há algo não explicado ? A indústria das gravadoras está novamente adaptando-se às novas tecnologias e ao mercado ? Como este modelo vai se sustentar ?
Como sempre, apenas o tempo vai dizer.
Veio a era dos compact discs e a indústria sorria de orelha a orelha, pois era um formato praticamente impossível de copiar no início, pois quem tinha 650 Mbytes sobrando ? Deixou de ser impossível. Veio um tal de PC, que conseguia copiar ipsis literis o CD, com algum esforço. Novamente as gravadoras começaram a chorar sobre o leite derramado, falando que aquilo era insustentável, enfim, que não conseguiriam sobreviver assim. Mas sobreviveram.
Finalmente, com a era do MP3 e do antigo Napster, parecia que realmente o modelo comercial das gravadoras havia chegado a um impasse: ou acionavam na justiça todos que achavam que eram piratas ou morriam. Mesmo perante o óbvio de que o consumidor havia mudado em função das novas tecnologias, a maioria das gravadoras ainda apegava-se ao velho modelo.
Mas havia um terceiro caminho, apontado por centenas de especialistas como sendo a salvação: desmembrar o velho mercado no qual se compravam pacotes fechados de música e permitir ao consumidor final a escolha livre do que e quando comprar conteúdo.
A Apple fez disso com um sucesso estrondoso, não preciso repetir aqui a história do iPod e da iTunes music store. Outras tentaram, algumas com relativo sucesso, outras empresas nem tanto.
Agora, lendo no aqui Boing Boing e aqui na Wired, vejo que um novo serviço chamado SpiralFrog vai tentar fazer algo impensável a algum tempo atrás: permitir downloads grátis de músicas protegidas pelo DRM PlaysforSure, da Microsoft, obrigando o usuário do serviço a logar-se pelo menos uma vez por mês e ver propaganda para que suas músicas continuem tocando.
Mas já havia lido alguns dias atrás, no Engadget, que o programa FairUse4WM permite "exportar" músicas protegidas legalmente adquiridas para outros ambientes e players, sem o DRM.
Juntando dois mais dois, chego a mesmíssima conclusão que todos: então, vai ser música para todos, sem custo ? Ou há algo não explicado ? A indústria das gravadoras está novamente adaptando-se às novas tecnologias e ao mercado ? Como este modelo vai se sustentar ?
Como sempre, apenas o tempo vai dizer.
17 agosto 2006
Horário político
Sim, ele já começou novamente; os candidatos voltam à cena para tentar vender o seu peixe. Alguém acredita no que é dito, mostrado e provado neste horário ? Será que o horário político muda a cabeça de alguém, ou ajuda decidir a escolher um ou outro candidato ? Cabe a voce, (e)leitor, opinar.
31 julho 2006
Robby
Recentemente fui convidado por amigos a fazer parte de uma maratona cinéfia na qual os participantes votariam em um tema principal e, baseado nele, indicaríamos 3 filmes para assistir em seqüência, debatendo ao final sobre os aspectos observados.
Assim sendo, votei no tema "Ghost in the Shell", no qual tentaria assistir aos filmes que abordaram este delicado relacionamento homem x máquina. Filmes selecionados por mim: "Blade Runner", por motivos óbvios "Ghost in The Shell" e .... "O Planeta Proibido (Forbidden Planet)".
"Planeta Proibido" foi, até pouco tempo atrás, um ilustre desconhecido para mim. Embora sempre tivesse ouvido falar bem dele, nunca havia tido a oportunidade de assistir-lo. É um filme bem interessante, com efeitos especiais considerados bons para a época, feito dentro de um orçamento que hoje em dia seria considerado risível, mas que era alto pelos padrões de então. A história é bem feita, baseada em uma obra de Shakespeare, como descrito aqui e aqui. O que mais me chamou atenção no filme foi o robô "Robby", um criado obediente e servil à disposição de seu criador e amo, o Dr. Edward Morbius. Este robô serviu como molde de comportamento, conduta e habilidades para alguns dos robôs que foram criados mais a frente, como o B9 de "Perdidos no Espaço", o C3PO e R2D2 de "Guerra nas Estrelas" ou o Data de "Jornada nas Estrelas", entre outros. Era a síntese de um sonho acalentado pela humanidade a tempos, uma máquina com força imensa, incansável, com raciocínio extremamente rápido e aprimorado e totalmente obediente, seguindo padrões aprimorados de ética e moralidade.
Mas diferentemente dos "replicantes" de "Blade Runner" ou dos andróides de "Ghost in The Shell", falta ao Robby a essência do comportamento humano. Ele é apenas uma máquina, excepcionalmente bem feita, mas apenas uma máquina. Lembra fisicamente um ser humano, mas não precisaria ser semelhante para exercer a sua função a contento. Isaac Asimov, em sua série dos robôs, freqüentemente descreve robôs deste modo e provavelmente Robby saiu à semelhança do robô positrônico do grande escritor.
Nos replicantes de "Blade Runner", que são máquinas com comportamentos e memórias copiados e implantados artificialmente, o comportamento humano é quase que perfeitamente imitado, a ponto do próprio replicante as vezes desconhecer a sua situação; em "Ghost..." as máquinas recebem as memórias e pensamentos dos humanos em seus cérebros cibernéticos, sendo socialmente aceitos como humanos, mas será essa a essência do homem ? A principal discussão filosófica em "Ghost..." é exatamente esta, até que ponto a humanidade seria preservado no novo corpo androide ? Assistam o desenho e descubram...
A força e o fascínio de Robby é exatamente esse: ele não tenta imitar ou copiar o seu criador; sua voz claramente metálica, seu andar cambaleante, o raciocinar eletromecânico antes de responder a uma simples pergunta, mostram que ele não tenta ser perfeito, não tenta imitar, sendo autêntico em cada movimento e não deixando dúvidas de que é um robô, um exemplo de como o gênio criador da humanidade pode criar a máquina (quase) perfeita.
Robby é um dos aspectos que fizeram de "Planeta Proibido" um clássico da ficção científica, referência obrigatória para quem quiser entender tão fascinante gênero.
Assim sendo, votei no tema "Ghost in the Shell", no qual tentaria assistir aos filmes que abordaram este delicado relacionamento homem x máquina. Filmes selecionados por mim: "Blade Runner", por motivos óbvios "Ghost in The Shell" e .... "O Planeta Proibido (Forbidden Planet)".
"Planeta Proibido" foi, até pouco tempo atrás, um ilustre desconhecido para mim. Embora sempre tivesse ouvido falar bem dele, nunca havia tido a oportunidade de assistir-lo. É um filme bem interessante, com efeitos especiais considerados bons para a época, feito dentro de um orçamento que hoje em dia seria considerado risível, mas que era alto pelos padrões de então. A história é bem feita, baseada em uma obra de Shakespeare, como descrito aqui e aqui. O que mais me chamou atenção no filme foi o robô "Robby", um criado obediente e servil à disposição de seu criador e amo, o Dr. Edward Morbius. Este robô serviu como molde de comportamento, conduta e habilidades para alguns dos robôs que foram criados mais a frente, como o B9 de "Perdidos no Espaço", o C3PO e R2D2 de "Guerra nas Estrelas" ou o Data de "Jornada nas Estrelas", entre outros. Era a síntese de um sonho acalentado pela humanidade a tempos, uma máquina com força imensa, incansável, com raciocínio extremamente rápido e aprimorado e totalmente obediente, seguindo padrões aprimorados de ética e moralidade.
Mas diferentemente dos "replicantes" de "Blade Runner" ou dos andróides de "Ghost in The Shell", falta ao Robby a essência do comportamento humano. Ele é apenas uma máquina, excepcionalmente bem feita, mas apenas uma máquina. Lembra fisicamente um ser humano, mas não precisaria ser semelhante para exercer a sua função a contento. Isaac Asimov, em sua série dos robôs, freqüentemente descreve robôs deste modo e provavelmente Robby saiu à semelhança do robô positrônico do grande escritor.
Nos replicantes de "Blade Runner", que são máquinas com comportamentos e memórias copiados e implantados artificialmente, o comportamento humano é quase que perfeitamente imitado, a ponto do próprio replicante as vezes desconhecer a sua situação; em "Ghost..." as máquinas recebem as memórias e pensamentos dos humanos em seus cérebros cibernéticos, sendo socialmente aceitos como humanos, mas será essa a essência do homem ? A principal discussão filosófica em "Ghost..." é exatamente esta, até que ponto a humanidade seria preservado no novo corpo androide ? Assistam o desenho e descubram...
A força e o fascínio de Robby é exatamente esse: ele não tenta imitar ou copiar o seu criador; sua voz claramente metálica, seu andar cambaleante, o raciocinar eletromecânico antes de responder a uma simples pergunta, mostram que ele não tenta ser perfeito, não tenta imitar, sendo autêntico em cada movimento e não deixando dúvidas de que é um robô, um exemplo de como o gênio criador da humanidade pode criar a máquina (quase) perfeita.
Robby é um dos aspectos que fizeram de "Planeta Proibido" um clássico da ficção científica, referência obrigatória para quem quiser entender tão fascinante gênero.
12 dezembro 2005
Tocadores de MP3
Estava resistindo a falar sobre os quase miraculosos tocadores de MP3, afinal praticamente tudo já foi dito sobre eles. Dominando o mercado o onipresente iPod da Apple, em suas variadas versões e modelos, com alguns modelos mais novos que tocam vídeo, sobrando para os outros fabricantes o que o iPod ainda não conseguiu abocanhar.
Mas o que faltou falar ?
Faltou falar que, embora o sonho de consumo seja o iPod, ele não é a palavra final sobre um tocador de MP3; a começar pelo preço, nem sempre acessível, ainda mais em terras tupiniquins; passando pela necessidade de se instalar o iTunes, software que gerencia, converte e transfere as músicas de/para o iPod, limitando em alguns casos esta transferência; e chegando aos acessórios, que segundo li e ouvi na internet, diminuem de quantidade a cada novo modelo.
Também se esquece (ou finge-se não saber) que o iPod não tem receptor de FM, alguns modelos não gravam voz, a bateria embutida não é facilmente substituível, embora seja de excelente qualidade e em raras ocasiões ele trava, obrigando a um reset.
Isto não desmerece o sucesso do iPod, muito menos o da Apple; pelo contrário, algumas pessoas poderiam perguntar porque precisam de um receptor de FM ou um gravador de voz e quem sou eu para ditar o que é ou não é essencial nesta classe de aparelho.
Mas existem outros tocadores de MP3 que, além de fazerem o básico que é reproduzir mp3 e outros formatos de aúdio, ainda tem receptor de FM, gravador de voz, utilizam pilhas normais ou recarregáveis (facilmente achadas no Brasil), não precisam de softwares para a transferência e gerenciamento de arquivos (o equipamento comporta-se como um drive removível no PC do usuário) e que ainda são menores que o iPod.
Um desses pequenos milagres é o SDMX1, da Sandisk. O concorrente direto dele na linha iPod seria o Shuffle que vem com 512 MB ou 1024 MB de armazenamento; o SDMX1 vem em tres versões, a de 256 MB, a de 512 MB e a de 1024 MB.
Mesmo não tendo um design limpo, faz tudo que o Shuffle faz, e de quebra tem os diferenciais que citei acima, inclusive um pequeno display de LCD com informações precisas sobre o que se está escutando, coisa que o Shuffle não tem, com preço mais baixo.
Se a beleza ou o nome iPod falaram mais alto, não tenho nada a reclamar; mas lembre-se que existem alternativas ao logotipo da maçã.
Mas o que faltou falar ?
Faltou falar que, embora o sonho de consumo seja o iPod, ele não é a palavra final sobre um tocador de MP3; a começar pelo preço, nem sempre acessível, ainda mais em terras tupiniquins; passando pela necessidade de se instalar o iTunes, software que gerencia, converte e transfere as músicas de/para o iPod, limitando em alguns casos esta transferência; e chegando aos acessórios, que segundo li e ouvi na internet, diminuem de quantidade a cada novo modelo.
Também se esquece (ou finge-se não saber) que o iPod não tem receptor de FM, alguns modelos não gravam voz, a bateria embutida não é facilmente substituível, embora seja de excelente qualidade e em raras ocasiões ele trava, obrigando a um reset.
Isto não desmerece o sucesso do iPod, muito menos o da Apple; pelo contrário, algumas pessoas poderiam perguntar porque precisam de um receptor de FM ou um gravador de voz e quem sou eu para ditar o que é ou não é essencial nesta classe de aparelho.
Mas existem outros tocadores de MP3 que, além de fazerem o básico que é reproduzir mp3 e outros formatos de aúdio, ainda tem receptor de FM, gravador de voz, utilizam pilhas normais ou recarregáveis (facilmente achadas no Brasil), não precisam de softwares para a transferência e gerenciamento de arquivos (o equipamento comporta-se como um drive removível no PC do usuário) e que ainda são menores que o iPod.
Um desses pequenos milagres é o SDMX1, da Sandisk. O concorrente direto dele na linha iPod seria o Shuffle que vem com 512 MB ou 1024 MB de armazenamento; o SDMX1 vem em tres versões, a de 256 MB, a de 512 MB e a de 1024 MB.
Mesmo não tendo um design limpo, faz tudo que o Shuffle faz, e de quebra tem os diferenciais que citei acima, inclusive um pequeno display de LCD com informações precisas sobre o que se está escutando, coisa que o Shuffle não tem, com preço mais baixo.
Se a beleza ou o nome iPod falaram mais alto, não tenho nada a reclamar; mas lembre-se que existem alternativas ao logotipo da maçã.
24 outubro 2005
NÃO!
Foi que dissemos ao Brasil, NÃO! NÃO a uma sociedade sem armas, NÃO à possibilidade de menos mortes por arma de fogo, NÃO à proibição de venda de armas; este sonoro NÃO reflete o pensamento individualista de cada um de nós, tomando para nós tarefa delegada nos termos da lei ao Estado. Como se com este NÃO estivéssemos dizendo também NÃO às atrocidades dos bandidos e seqüestradores, NÃO à insegurança, NÃO à violência... se fosse simples assim.
A proibição da venda de armas de fogo não iria solucionar os problemas apontados, mas seria apenas o primeiro passo neste sentido. Primeiro passo que agora fica mais difícil de ser dado, posto que a população foi consultada e optou pelo NÃO. Não pensamos que com este NÃO, dissemos SIM à mais armas vendidas de modo legal, o que aumenta as possibilidades de caírem em mãos erradas; dissemos SIM para o pensamento de faroeste que impera nos EUA, onde o "direito" de comprar, armazenar e usar uma arma de fogo está rapidamente transformando-se em um grande problema nacional. Finalmente, dissemos SIM para a força bruta, para a lei da selva, para a ignorância, para a falta de diálogo.
Quem tem que ter arma de fogo é a polícia, que só deveria utiliza-lá com parcimônia e critério; bandido, traficante e seqüestrador, uma vez identificados, cadeia neles.
Como pode a polícia distingüir rápidamente o cidadão de bem, armado em defesa própria, do bandido ? Pelo barulho dos tiros ? Pelo local do confronto ? Pela cor da pele ? Não há modo rápido, não há resposta segura; o mehor é o cidadão andar desarmado e a polícia fazer o seu trabalho.
A proibição da venda de armas de fogo não iria solucionar os problemas apontados, mas seria apenas o primeiro passo neste sentido. Primeiro passo que agora fica mais difícil de ser dado, posto que a população foi consultada e optou pelo NÃO. Não pensamos que com este NÃO, dissemos SIM à mais armas vendidas de modo legal, o que aumenta as possibilidades de caírem em mãos erradas; dissemos SIM para o pensamento de faroeste que impera nos EUA, onde o "direito" de comprar, armazenar e usar uma arma de fogo está rapidamente transformando-se em um grande problema nacional. Finalmente, dissemos SIM para a força bruta, para a lei da selva, para a ignorância, para a falta de diálogo.
Quem tem que ter arma de fogo é a polícia, que só deveria utiliza-lá com parcimônia e critério; bandido, traficante e seqüestrador, uma vez identificados, cadeia neles.
Como pode a polícia distingüir rápidamente o cidadão de bem, armado em defesa própria, do bandido ? Pelo barulho dos tiros ? Pelo local do confronto ? Pela cor da pele ? Não há modo rápido, não há resposta segura; o mehor é o cidadão andar desarmado e a polícia fazer o seu trabalho.
18 outubro 2005
WiMAX e o Brasil
Tenho lido muitas notícias sobre esta nova tecnologia da Intel, sobre como vai revolucionar o modelo de navegação, estrutura de preços, promovendo cidadania e inclusão digital; o que me preocupa não é a viabilidade técnica e sim quando ela estará disponível para nós brasileiros.
Outras tecnologias já bem difundidas no exterior, como ADSL e Wi-Fi, andam a passos de tartaruga aqui, devido a problemas variados como regulamentações governamentais e carga de impostos leonina, só para citar dois; não há um modelo estabilizado para a oferta de serviços e a agência reguladora só faz criar entraves ao processo.
Enquanto isso, em São Francisco, EUA, o Google está propondo uma rede Wi-Fi grátis a todos os habitantes e já há boatos de que esta oferta estenderia-se a todo os EUA.
Se não temos nem ADSL e Wi-Fi com preço justo e qualidade, quando será que teremos o WiMAX ? Algumas operadoras já estão em testes, mas ainda são apenas testes; e o que haverá após a regulamentação do novo mercado do WiMAX ? Canabalização entre ADSL, Wi-Fi e WiMAX ? Ou o preço será tão estratosférico que será impossível usar sem ser sócio de uma operadora ?
O futuro o dirá.
19 junho 2005
ratDVD
Já se foi o tempo no qual a expressão "a rated DVD" poderia ser traduzida livremente por "um DVD revisto e classificado por críticos". Graças a um novo formato de compressão de filmes que está sendo usado com cada vez maior freqüência, o ratDVD, a mesma expressão poderia ser traduzida por "um DVD altamente comprimido".
Segundo o autor, tanto o novo formato, quanto o codec utilizados formam desenvolvidos do zero, "com umas poucas inspirações nos formatos MPEG2 e H.264", e permitem comprimir um DVD inteiro com extras, ângulos, trilhas de áudio, subtítulos e informações adicionais de gênero, atores, etc. em um arquivo único com tamanho entre 0.7 e 3 GBytes, com pouquíssima perda na qualidade de som e vídeo, podendo reconvertê-lo ao formato original para permitir a gravação em um DVD gravável de simples ou dupla camada, permitindo ainda ser reproduzido no PC usando um tocador de DVD qualquer.
Vale lembrar que um DVD típico contém normalmente de 6 a 8 GBytes de dados; com DVDs compactados em um arquivo tão pequeno, fica claro que as possibilidade de armazenamento e transferência de DVD via internet aumentam sensivelmente, mas quando perguntado sobre assunto, o autor disse que "o programa não foi criado para burlar os direitos autorais, mas óbviamente pode ser usado para isso, é uma decisão pessoal de quem o usa". O programa não quebra a proteção CSS, usada para proteger com criptografia o conteúdo dos DVDs comerciais.
Com propriedades tão controversas, era inevitável que o programa não chamasse a atenção da mídia. O site Cnet.com publicou um artigo no qual externa a preocupação de Hollywood e da MPAA com a ameaça do novo formato à industria de filmes.
O formato ainda está em versão beta, demora uma eternidade para comprimir um DVD e só funciona bem em computadores rápidos (> 2 GHz), mas como em informática seis meses são uma eternidade, pode ser que formatos como o Divx estejam com os dias contados...
E antes que me perguntem, sim, o ratDVD é grátis, tem componentes licenciados sob a GPL, mas o código fonte principal ainda não é aberto/open source.
Segundo o autor, tanto o novo formato, quanto o codec utilizados formam desenvolvidos do zero, "com umas poucas inspirações nos formatos MPEG2 e H.264", e permitem comprimir um DVD inteiro com extras, ângulos, trilhas de áudio, subtítulos e informações adicionais de gênero, atores, etc. em um arquivo único com tamanho entre 0.7 e 3 GBytes, com pouquíssima perda na qualidade de som e vídeo, podendo reconvertê-lo ao formato original para permitir a gravação em um DVD gravável de simples ou dupla camada, permitindo ainda ser reproduzido no PC usando um tocador de DVD qualquer.
Vale lembrar que um DVD típico contém normalmente de 6 a 8 GBytes de dados; com DVDs compactados em um arquivo tão pequeno, fica claro que as possibilidade de armazenamento e transferência de DVD via internet aumentam sensivelmente, mas quando perguntado sobre assunto, o autor disse que "o programa não foi criado para burlar os direitos autorais, mas óbviamente pode ser usado para isso, é uma decisão pessoal de quem o usa". O programa não quebra a proteção CSS, usada para proteger com criptografia o conteúdo dos DVDs comerciais.
Com propriedades tão controversas, era inevitável que o programa não chamasse a atenção da mídia. O site Cnet.com publicou um artigo no qual externa a preocupação de Hollywood e da MPAA com a ameaça do novo formato à industria de filmes.
O formato ainda está em versão beta, demora uma eternidade para comprimir um DVD e só funciona bem em computadores rápidos (> 2 GHz), mas como em informática seis meses são uma eternidade, pode ser que formatos como o Divx estejam com os dias contados...
E antes que me perguntem, sim, o ratDVD é grátis, tem componentes licenciados sob a GPL, mas o código fonte principal ainda não é aberto/open source.
18 junho 2005
Passeio na Ceasa
Fui hoje de manhã na Ceasa, em parte para dar uma olhada no que tinha para vender, em parte para passear. São impressionantes as coisas que se encontram lá: bacon de soja, docinhos de banana passa ao chocolate, pimentas variadas, grãos e farinhas as mais diversas, produtos do campo e da fazenda em geral. Nunca havia ouvido falar de bacon de soja; aparentemente é feito com uma mistura de farelo de soja e temperos, quando se prova lembra vagamente um bacon tostado. Vende-se como tempero, assim como o orégano e a pimenta branca.
O mais engraçado foi quando estava olhando uma banca, com diversos produtos de origem animal e vi cartelas e mais cartelas com ovos de galinha; aproximei-me e perguntei o preço. "Sete reais a cartela", disse a simpática vendedora. Como o preço estava um pouco acima da média, resolvi perguntar se eram ovos caipiras, embora não tivessem a mínima aparência de ser. - "Sim, são caipiras!", disse a vendedora, com uma ponta de orgulho. - "mas eles são bem grandinhos, e estão bem limpinhos...", retruquei. Explico-me: normalmente, os ovos caipiras são colocados por galinhas criadas soltas nos terreiros das fazendas do interior, normalmente as poedeiras são pequenas, franzinas e comem de tudo, o que normalmente as fazem colocar um ovo que além de delicioso, é muito mais nutritivo que os das galinhas de granja. Os ovos caipiras em geral são menores que os de granja, a cor da casca varia enormemente, desde um cor de rosa quase branco a um vermelho amarronzado escuro, a consistência da clara é bem maior e gema é de um amarelo forte; geralmente são criadas poucas galinhas e como a procura é grande, o preço normalmente é um pouco maior do que os ovos de granja, produzidos industrialmente.
A vendedora então me disse: "os ovos são maiores por que cuidamos pessoalmente das galinhas, de sua comida, de sua água e de tudo o mais" e me mostrou algumas fotos da fazenda, onde são criadas, segundo ela, em torno de oito mil galinhas. "Os ovos são lavados um a um, por isso não tem sujeira na casca, como se encontra em alguns ovos caipiras. São trazidos semanalmente de uma cidade chamada Paracatu, aproximadamente 220 km de distância de Brasília. O milho que as galinhas comem é plantado no local, por pessoal próprio. A clara não é aguada por que as galinhas não recebem hormônio para crescer mais rápidamente, como nas granjas, evitando que o animal beba água em excesso, devido a sede provocada pelo hormônio". Uma dedicação a excelência do produto raramente encontrada hoje.
Saí achando que os R$ 7 eram poucos por tanto trabalho, e levei uma cartela para experimentar o resultado de tal dedicação.
O mais engraçado foi quando estava olhando uma banca, com diversos produtos de origem animal e vi cartelas e mais cartelas com ovos de galinha; aproximei-me e perguntei o preço. "Sete reais a cartela", disse a simpática vendedora. Como o preço estava um pouco acima da média, resolvi perguntar se eram ovos caipiras, embora não tivessem a mínima aparência de ser. - "Sim, são caipiras!", disse a vendedora, com uma ponta de orgulho. - "mas eles são bem grandinhos, e estão bem limpinhos...", retruquei. Explico-me: normalmente, os ovos caipiras são colocados por galinhas criadas soltas nos terreiros das fazendas do interior, normalmente as poedeiras são pequenas, franzinas e comem de tudo, o que normalmente as fazem colocar um ovo que além de delicioso, é muito mais nutritivo que os das galinhas de granja. Os ovos caipiras em geral são menores que os de granja, a cor da casca varia enormemente, desde um cor de rosa quase branco a um vermelho amarronzado escuro, a consistência da clara é bem maior e gema é de um amarelo forte; geralmente são criadas poucas galinhas e como a procura é grande, o preço normalmente é um pouco maior do que os ovos de granja, produzidos industrialmente.
A vendedora então me disse: "os ovos são maiores por que cuidamos pessoalmente das galinhas, de sua comida, de sua água e de tudo o mais" e me mostrou algumas fotos da fazenda, onde são criadas, segundo ela, em torno de oito mil galinhas. "Os ovos são lavados um a um, por isso não tem sujeira na casca, como se encontra em alguns ovos caipiras. São trazidos semanalmente de uma cidade chamada Paracatu, aproximadamente 220 km de distância de Brasília. O milho que as galinhas comem é plantado no local, por pessoal próprio. A clara não é aguada por que as galinhas não recebem hormônio para crescer mais rápidamente, como nas granjas, evitando que o animal beba água em excesso, devido a sede provocada pelo hormônio". Uma dedicação a excelência do produto raramente encontrada hoje.
Saí achando que os R$ 7 eram poucos por tanto trabalho, e levei uma cartela para experimentar o resultado de tal dedicação.
05 junho 2005
02 junho 2005
27 maio 2005
A força de uma marca
Ontem fui assistir Star Wars III; certo, voce está saturado de ouvir falar no filme, não quer ler mais nada sobre a saga, etc. Mas não vou falar sobre o filme, para isso existem numerosos sites. O importante aqui é a força da marca, aquilo que os marqueteiros de plantão gostam tanto de enfatizar quando criam suas peças publicitárias. Sem o apelo da marca, uma empresa e seus produtos não seriam lembrados pelo consumidor de modo recorrente, como também não haveria a vinculação de um produto ao seu fabricante e a outras referências como qualidade e confiabilidade.
A força da marca impõe-se quando ao vê-la, não se pensa mais se o que está se adqurindo/consumindo realmente preenche as necessidades; quando ela (a marca) vira certeza de uma satisfação garantida; quando não necessidade de mais argumentos do vendedor para a realização da venda; quando o que importa é mais a embalagem do que o conteúdo; quando consumi-la trás status.
Os marqueteiros sabem disso e não poupam esforços para valorizar uma marca e depreciar a do concorrente; assim, os consumidores ficam a mercê de um mercado insano, em que todos apelam para os seus produtos garantidos por suas marcas preferidas, prometem a voce que terá tudo que sempre necessitou se comprar a marca correta. E os consumidores, perdidos nesse mar de informação e contra-informação, aderem a esta ou outra corrente sem saber muito bem porque aderiram.
É um fenômeno interessante de se ver, cria-se uma manada de pessoas que "elegem" um produto e/ou marca e a consomem sempre, sem ao menos raciocinar lógicamente ou questionar esta "sua" decisão; "escolhi porque o meu amigo tem", "a empresa me deu um brinde quando comprei", "perguntei para o sabe-tudo e ele disse que era bom", "é importado", são algumas das justificativas dadas para a escolha. E, quando são apresentadas justificativas técnicas para não se comprar/consumir o produto, a manada inflama-se e defende até o último gesto e opinião que a sua escolha é a correta.
O que poderia ser feito para não entrar na manada ? Não há resposta definitiva, mas um bom início seria formar juízo próprio sobre o que se está consumindo, averiguando fontes de várias camadas sócio/econômicas, tomando notas sobre experiências positivas/negativas, comparando opções e facilidades e, acima de tudo, desconfiando da propaganda oficial do produto/marca. O que o concorrente tem a dizer ? Como o produto de outra empresa mantem-se no mercado ? O que é bom para uma pessoa pode não ser bom para outra...
E porque fui assistir Star Wars III, se já sabia da estória até o final ? Oras, voce não leu o texto todo ? :-)
22 maio 2005
A casa das mil portas
Andando pela net, achei no blog carreirasolo um link para um projeto no mínimo interessante: em a casa das mil portas, é possív
el ler vários microcontos escritos por blogueiros brasileiros e portugueses, com no máximo 50 letras; isso mesmo, 50 letras. Isso me lembrou as conversas que Isaac Asimov tinha com os leitores nos seus livros de contos, nas quais ele detalhava as exigências dos editores para uma estória de 4000, 10000 ou mais palavras e me recordo de que um de seus desafios foi escrever um conto com no máximo 500 palavras. Mas um conto com no máximo 50 letras, nunca havia visto.
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